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AÇÃO: SERVIÇO DE INCLUSÃO E ACOMPANHAMENTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

Descrição:

O processo de inclusão e acompanhamento da Pessoa com Deficiência ocorre em diversas etapas, sendo elas:

Avaliação Inicial:

A equipe técnica juntamente com os pedagogos realizará uma avaliação inicial para definir quais usuários/educandos irão participar primeiramente dos projetos de profissionalização.

● Avaliação psicológica: Avalia a motivação do usuário para o trabalho; o relacionamento interpessoal: a forma como se relaciona em grupo, em novos ambientes, na família; capacidade de resolver problemas; capacidades intelectuais; noções básicas para o trabalho; capacidade de adaptação a novos ambientes.

● Avaliação do Terapeuta Ocupacional: É o profissional responsável por avaliar o nível de funcionalidade do indivíduo, as habilidades e as restrições;

● Avaliação social: Avalia primeiramente com os pais sobre a motivação do usuário para o trabalho e interesse da família em apoiar esse processo. Discute e esclarece diferentes aspectos relacionados a inclusão como: BPC, salário, vagas, transporte, carga horária, importância do trabalho e as angústias trazidas pelos pais. Também avalia com os pais as potencialidades do filho para o trabalho e faz o trabalho de conscientização da família;

● Avaliação pedagógica: Avalia o nível cognitivo do educando, as potencialidades e limitações, identificando aspectos a serem trabalhados no decorrer do ano.

Posteriormente ocorre a:

Conscientização e Preparação da Família:

A família é envolvida desde a seleção dos educandos para a participação nas oficinas até a inclusão no trabalho, por isso, esse trabalho é contínuo e permanente. Ela possui um importante papel nesse processo, é parte fundamental no processo de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

A Psicóloga e Assistente Social realizam entrevistas com os pais para avaliar o interesse dos mesmos em incluir o filho no mundo do trabalho. Nesse momento são trabalhadas diferentes questões como: as angústias, dúvidas, o funcionamento do processo de inclusão, como acontece o treinamento e adaptação, relato das experiências dos outros alunos. São realizadas também visitas domiciliares para tratar do assunto com outros membros da família e com os pais.

Objetivando a aproximação com a realidade, são organizados momentos de troca de experiências entre pais que já tem seus filhos incluídos no mercado de trabalho com familiares que possuem filhos com potencial e interesse para o trabalho;

Como mencionado, o trabalho de conscientização e preparação da família para a inclusão de um familiar com deficiência no mundo do trabalho é contínuo e permanente, geralmente são diversos os contatos realizados com os familiares até a decisão e acordo pelo ingresso no trabalho.

Após o contato com os familiares e percebido o desejo do usuário/educando e de sua família pelo ingresso no mundo do trabalho ocorre a seguinte etapa:

Busca de Vagas de Trabalho:

A Assistente Social e a Psicóloga realizam visitas a empresas e comércios para divulgação do programa de qualificação e inclusão da Pessoa com Deficiência no mercado de trabalha da APAE bem como almejando a busca de possíveis vagas.

Além da busca de vagas e divulgação do trabalho realizado pela equipe, a APAE recebe os profissionais das empresas que buscam por possíveis empregados com deficiência a partir da exigência legal da “lei de cotas” de contratação de pessoas com deficiência em seu quadro pessoal em empresas com mais de cem funcionários.

Assim, a partir da demanda a APAE faz o trabalho de conscientização do empregador e esclarecimentos sobre o trabalho realizado pela instituição referente a preparação inicial e acompanhamento posterior a inclusão dos educandos.

Nessa etapa, o Terapeuta Ocupacional, juntamente com a Assistente Social e a Psicóloga, realiza a avaliação na empresa de possíveis cargos/funções a serem ocupados pelos usuários/educandos.

Após, ocorre a:

Inclusão do educando no Trabalho:

Após contatos realizados pela Assistente Social e Psicóloga com a empresa e, recebida a confirmação de determinada vaga, a equipe multidisciplinar faz nova visita a empresa a fim de avaliar os cargos disponibilizados. Na sequência o terapeuta ocupacional faz análise de atividade na empresa procurando a melhor função para o usuário/educando. É importante mencionar que dificilmente alguma pessoa com deficiência intelectual ou múltipla tem capacidade para exercer a função como uma pessoa “normal”, assim, é realizada a adaptação da realidade, pelo Terapeuta Ocupacional, em parceria com a chefia imediata da empresa, levando em consideração a capacidade do usuário/educando. Geralmente no espaço de trabalho organiza-se uma nova rotina de trabalho.

Identificado o usuário/educando e a função a ser exercida, novamente entra-se em contato com a família para verificar a decisão desta e viabilizar a contratação. Após decisão afirmativa por parte da família, a equipe multidisciplinar, os acompanha juntamente com o usuário/educando na empresa para iniciar o processo de contratação. Esse momento serve para o esclarecimento de dúvidas, conhecimento da empresa, setor de trabalho, contato com a chefia imediata, entre outras situações.

Nesse mesmo dia, são definidos como irá acontecer o processo de treinamento da atividade e adaptação da rotina de trabalho. A equipe multiprofissional também realiza orientações e esclarecimentos para a chefia imediata e demais funcionários da empresa sobre aspectos importantes no relacionamento com o usuário/educando no ambiente de trabalho e a forma como acontece a aprendizagem na pessoa com deficiência intelectual.

Após a contratação do usuário/educando, o Terapeuta Ocupacional, juntamente com a contratante, faz o treinamento da pessoa com deficiência na empresa desde o transporte, a alimentação, a higiene, rotina de trabalho e horários. O profissional acompanha o individuo em “todos” os momentos de sua iniciação, traçando os melhores meios para que ele tenha o melhor vínculo possível com o trabalho.

A carga horária semanal a ser cumprida pelo usuário/educando é definida conforme as condições do mesmo, da necessidade do atendimento direto dos profissionais da APAE, bem como são avaliadas as possibilidades e necessidades da empresa/comércio.

Acompanhamento Continuado:

Todos os usuários/educandos incluídos recebem acompanhamento direto através de visita e contato com a empresa, discussão com a família sobre os aspectos apontados pela empresa e formas como os familiares podem auxiliar no processo. A empresa quando percebe a necessidade entra em contato com a APAE, para a solução de possíveis dificuldades que vem encontrando.

Os usuários/educandos que trabalham somente meio período frequentam a entidade APAE para receberem os atendimentos necessários. Quando o usuário/educando trabalha oito horas diárias, a empresa procura viabilizar os espaços para acompanhamentos necessários ou disponibilizam horário para o usuário receber os atendimentos na entidade.

Os acompanhamentos posteriores a inclusão no mercado de trabalho são importantes para permanência do usuário/educando no trabalho, pois com frequência surgem situações que se fazem necessárias o atendimento da equipe multiprofissional, o que tende a se minimizar com o passar do tempo da inclusão e a adaptação da família, da empresa e do usuário/educando.

O acompanhamento da equipe multidisciplinar pode contribuir em diferentes sentidos como: sugerir adaptações nos postos de trabalho, orientar e apoiar nas dificuldades relatadas tanto pelos usuários/educandos, encarregados e demais colegas de trabalho, auxiliar para encontrar soluções e melhorar a realização das rotinas, entre outras.

Pode-se dizer que a forma como acontece a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e como é realizado o acompanhamento, são fundamentais para o sucesso das inclusões. Sabe-se que são grandes as dificuldades quando se aborda a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho e essas dificuldades se intensificam quando se trata de usuários/educandos da APAE, que possuem deficiência intelectual ou múltipla.

Existem diversas experiências com deficientes físicos e auditivos inclusos no mercado de trabalho e poucas com Deficiência Intelectual, justamente pelo grau de dificuldade de adaptação em diferentes sentidos. Todavia, pelos resultados alcançados pela entidade percebeu-se que a inclusão de pessoas com Deficiência Intelectual é possível e que traz mudanças positivas na vida dos usuários/educandos, familiares e empresa.

Trabalhar com esta demanda pode se apresentar como um grande desafio, mas também se configura como uma nova possibilidade, uma oportunidade de incluir um contingente de pessoas que podem ser produtivas e merecem ser valorizados.

Desde a criação do Programa de qualificação profissional e inclusão no mercado de trabalho da pessoa com deficiência intelectual no ano de 2009 até os dias atuais foram inclusos 36 usuários/educandos e deste total, 18 permanecem inclusos no mercado de trabalho formal.

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