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projeto alimentação saudável e segura

Diferente de outros animais, o ser humano desenvolve de uma forma mais tardia a autonomia para buscar seus próprios alimentos, dessa maneira, as escolhas alimentares são experiências aprendidas e a familiaridade com o alimento é fator preponderante para sua aceitação ou rejeição e para aprender a gostar do que está disponível.

Logo, é importante que sejam oferecidos às crianças alimentos variados, ricos em nutrientes, sob diversas formas de preparos, para que elas possam aprender a comer de tudo um pouco. Sabe-se que, para satisfazer suas necessidades nutricionais, o ser humano tem que introduzir alimentos variados em sua dieta, ricos em fibras, por isso é necessário que ele repense seu hábito alimentar, e esteja aberto para novos alimentos que talvez não sejam os tradicionalmente consumidos, mas por serem saudáveis, devem estar presentes em sua mesa diariamente.

A escola é o ambiente onde as crianças crescem, aprendem e desenvolvem conhecimento e habilidades motoras. É o local adequado para a promoção de alimentação saudável, servindo de instrumento de acesso à informação.

Pensando que a escola ocupa um terço da vida ativa dos alunos, surge a importância da inclusão do profissional nutricionista integrando os conhecimentos de alimentação e nutrição na grade curricular.

Contudo, podemos afirmar que o nutricionista inserido no ambiente escolar está apto a desenvolver atividades que reforçam a transformação da escola em um ambiente favorável para formação de hábitos saudáveis e seguros.

Outra questão importante é a troca de conhecimento entre nutricionista, fonoaudiólogo, fisioterapeutas e educadores, pois a equipe multiprofissional pode reforçar a importância dos conhecimentos transmitidos pelo nutricionista em seus ambientes de trabalho.

No processo de educação nutricional não podemos deixar de fora a família, pois ela é uma chave importante para a formação do hábito alimentar, uma vez que a criança se espelha nas ações transmitidas pelos seus pais.

Muitas vezes com a correria do dia a dia e a busca pela praticidade, optamos por escolhas “não saudáveis”, favorecendo o surgimento de doenças relacionadas à alimentação, como por exemplo, a obesidade infantil, a desnutrição, entre outros.

É fato incontestável a importância da alimentação segura, saudável, completa, variada e agradável ao paladar para a promoção da saúde, sobretudo dos organismos jovens, em fase de desenvolvimento, e para a prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis, cuja prevalência vem aumentando significativamente (BOOG, 2000).

Os alimentos ingeridos são compostos por nutrientes responsáveis por diversas funções em nosso metabolismo, tais como: dar energia, desenvolver ossos e músculos, regular a temperatura do corpo, entre outras. Sabe-se também que os alimentos apresentam diferentes consistências: sólida, líquida e pastosa.

Para que a alimentação ocorra de forma saudável e eficaz, é necessário que o indivíduo saiba escolher os alimentos de forma e quantidade adequada às necessidades diárias ao longo das diferentes fases da vida. Também é extremamente importante que, para a alimentação ocorrer adequadamente, o indivíduo apresente todas as estruturas relacionadas no processo da sucção, mastigação e deglutição. Referem-se a essas estruturas os lábios, as bochechas, os dentes e a língua.

Algumas pessoas apresentam alterações para deglutir o alimento ingerido. Essa dificuldade pode acontecer desde a fase preparatória, que engloba a preensão do alimento e o vedamento labial, até a fase esofágica, que é quando o alimento chega ao estômago. Essas alterações ocorrem por diversos motivos, citam-se alguns: alterações da musculatura orofacial, traumas, câncer, doenças degenerativas como a Esclerose Múltipla, Parkinson, e alterações neurológicas como a Paralisia Cerebral, Apraxias, entre outras.

Vale ressaltar que, quando o alimento não é ingerido corretamente, o indivíduo poderá sofrer engasgos, apneia, obstrução de vias áreas, pneumonia aspirativa, entre outros comprometimentos físicos e orgânicos.

Sabe-se que no âmbito da APAE de Pinhalzinho, os alunos matriculados na Escola Especial, apresentam diversas deficiências, patologias e associadas a elas, encontramos a disfagia, que é a dificuldade em deglutir os alimentos de forma precisa e segura. Dentro disso, é necessário estabelecer algumas medidas preventivas e educativas, bem como a mudança no alimento, na sua consistência, na sua quantidade, no valor nutricional, para melhorar a qualidade de vida de cada aluno.

Alimentando-se bem e sem dificuldade, o aluno desenvolve-se melhor e passa a perceber que as refeições diárias além de necessárias podem ser prazerosas e contribuir para melhorar seu estado de saúde. Muitas pessoas com deficiência em função de diferentes dificuldades na alimentação, o ato de se alimentar se torna algo desconfortável e sofrido e que pode causar sérios problemas de saúde como já mencionado acima como: engasgos, problemas pulmonares em função do alimento não estar na consistência correta e o aluno ser alimentado na postura errada, o mesmo pode ir para o pulmão causando pneumonias aspirativas, por exemplo.

O projeto prevê uma série de atividades como: a avaliação nutricional dos alunos; a elaboração de cardápios especiais conforme a necessidade de cada um, pois além de nutritivos e seguros, precisam ser atraentes, para estimular o seu interesse pelas refeições; orientação para pais, alunos professores, cuidadores sobre mastigação, deglutição, valor nutricional, a importância de cada alimento e quantidade necessária a cada indivíduo; a maneira correta de se portar a mesa e da aceitabilidade das preparações; e a criação de oficina de preparação, introdução e degustação de novos sabores e alimentos.

Objetivos:

Objetivo Geral:

Promover uma alimentação eficiente, nutricional e segura para as crianças e adolescentes da APAE de Pinhalzinho a fim de melhorar a sua qualidade de vida.

Objetivos Específicos:

Identificar o estado nutricional dos alunos;

Avaliar as funções estomatognáticas (sucção, mastigação, deglutição) dos alunos;

Orientar pais, cuidadores, merendeiras e professores quanto aos alimentos saudáveis e consistências que facilitem a alimentação;

Informar pais, cuidadores, merendeiras e professores quanto à orientação postural no momento da alimentação;

Conscientizar as famílias quanto à alimentação de seus filhos com relação à quantidade e a qualidade dos alimentos;

Elaborar cardápios baseados nos alimentos enviados pela prefeitura e os alimentos que APAE disponibiliza;

Adequar cardápios às necessidades de grupos específicos, de modo a aumentar a aceitabilidade dos alimentos e oferecer nutrientes diferenciados para subgrupos com desvios nutricionais, como Paralisados Cerebrais, alunos com síndrome de Down e com alterações sensoriais.

acompanhar os alunos na hora do lanche;

Identificar as crianças e adolescentes com sobre peso.

O projeto irá funcionar com carga horária da nutricionista de quatro horas semanais, distribuídas quinzenalmente no turno matutino e vespertino em função dos alunos frequentarem a escola em turnos alternados e alguns não possuírem frequência diária.

A nutricionista juntamente com a fonoaudióloga fará uma triagem dos alunos com maior dificuldades na alimentação, problemas de saúde (intolerância a maioria dos alimentos), suspeita de desnutrição e sobrepeso, como os Paralisados Cerebrais e Síndrome de Down.

Após a avaliação, serão feitos os encaminhamentos necessários. O nutricionista orientará familiares e ou responsáveis, profissionais da educação que alimentam os alunos no lanche, a merendeira que será responsável pela elaboração do lanche e demais profissionais que trabalham com os alunos.

As atividades serão desenvolvidas através de conversas individuais com pais e ou responsáveis, elaboração de cardápios diferenciados de acordo com as necessidades e dificuldades de cada aluno, palestras, vídeos explicativos sobre alguns cuidados que devemos ter com uma alimentação saudável e segura, visitas domiciliares.

Referências

DANELON, M. A. S.; DANELON, M. S.; SILVA, M. V. Serviços de alimentação destinados ao público escolar: análise da convivência do Programa de Alimentação Escolar e das cantinas. Segurança Alimentare Nutricional. Campinas, v. 13, n. 1, p. 85-94, 2006.

MASCARENHAS, J. M.; SANTOS, J. C. Avaliação da composição nutricional dos cardápios e custos da alimentação escolaridade municipal de Conceição do Jacuípe/BA. Sitientibus, Bahia, n.35, p.75- 90, 2006.

MENEGAZZO, M. et al. Avaliação qualitativa das preparações do cardápio de centros de educação infantil. Revista de Nutrição,Campinas, n. 24, v. 2, p. 243-251, 2011.

OLIVEIRA, J. F.; MENDES, R. C. Avaliação da qualidade nutricional do cardápio do centro de educação infantil (CEI) do município de Douradina-MS. Interbio.Douradina, v. 2, n. 1, 2008.

YOKOTA, R. T. C. et. al. Projeto “A escola promovendo hábitos audáveis”:Comparação de duas estratégias de ensino nutricional em escolas do distrito federal, Brasil. Rev. Nutr., Campinas, v. 23, n. 1, p. 37-47, 2010.

Endereço:
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E-mail:
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Telefone:
(49) 33661279